São
Paulo ainda não apresenta um planejamento e
manejo adequado de sua arborização urbana
por parte das instituições governamentais,
condizente com o seu papel de "cidade mundial"
e diante dos impactos provocados por suas "ilhas
de calor" à saúde de sua população.
No entanto esse quadro pode mudar bastante nos próximos
anos, graças à crescente conscientização
da população sobre a importância
da arborização como "amortecedora"
dos fenômenos climáticos.
Um
dos bairros paulistanos que apresenta alguns privilégios
em relação à presença
do verde é o de Vila Madalena, não só
por seus arvoredos como por suas "bordas"
junto ao bairro jardim do Alto de Pinheiros. Esse
fato somado à sua localização
a sul do "espigão" do eixo da Avenida
Paulista-Av. Heitor Penteado, faz com que, nos dias
mais quentes, a Vila Madalena apresente ligeiras variações
de temperatura mais baixa em relação
aos bairros da face norte como, por exemplo, o da
Lapa.
A arborização urbana em Vila Madalena
apresenta características interessantes ligadas
ao suporte físico, ao desenho da trama urbana,
à administração municipal e sobretudo
às características próprias do
comportamento das comunidades locais (em geral apreciadoras
do verde) e dos usos urbanos que aí se instalaram
nos últimos anos.
Nas questões ligadas ao suporte
físico e à trama urbana podemos destacar
que a Vila Madalena apresenta uma malha urbana em
quadrícula sobreposta a uma topografia por
vezes bastante acidentada, com calçadas irregulares,
especialmente no setor oeste, junto às vertentes
do ribeirão das Corujas. A arborização
apresenta-se aí bastante mesclada, não
só em relação às espécies
encontradas como também ao aspecto formal e
idade das plantas.
Podemos apreciar na Vila, tanto trechos
de plantios regulares de uma só espécie,
como é o caso dos jacarandás tingindo
de lilás parte da Rua Fidalga, quanto espetaculares
floradas de ipês cor-de-rosa, na primavera,
esparsos em alguns pontos da rua Fradique Coutinho,
além de uma ou outra árvore-da-china
(Koelreuteria bipinnata), surpreendendo o pedestre
com a beleza de sua floração nos meses
de março-abril.

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Nome
Científico: Koelreuteria
bipinnata Franch.
Nome Popular: Árvore-da-china
Família: Sapindaceae
A
árvore-da-china que, como o próprio
nome revela, é de origem do continente
asiático, é uma espécie
arbórea caducifólia que atinge
de 12 a 15 metros de altura. Apresenta tronco
cinzento ereto e copa esférica e
aberta. De ramagem longa com folhas bipinadas,
aglomeradas em sua extremidade, a planta
apresenta inflorescências terminais
em grandes panículas, no início
do outono (março-abril). Essa árvore
multiplica-se por sementes e é comum
tornar-se espontânea ao redor das
plantas que frutificam.
Durante a floração e frutificação
a Koelreuteria panniculata apresenta características
de beleza espetacular, uma vez que pode
ser apreciada uma metamorfose pictórica
da copa entre a fase amarela da floração
até a rosada da frutificação.
No Paisagismo a árvore-da-china é
muito utilizada na composição
de parques e na arborização
urbana no sul e sudeste do Brasil, tanto
por suas características de beleza
plástica quanto de tolerância
às mudanças climáticas.
Bibliografia
ENCICLOPÉDIA
1001 PLANTAS E FLORES, São Paulo,
Editora Europa, 2000.
JOLY, Aylthon Brandão – Botânica
Introdução à Taxonomia
Vegetal. São Paulo, Companhia Editora
Nacional, 2002.
LORENZI, Harri; Hermes Moreira de Souza
– Plantas Exóticas no Brasil:madeireiras,
ornamentais e aromáticas. Nova Odessa,
Instituto Plantarum, 2003.
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