
Arborização
Urbana em São Paulo
Uma das sub-áreas do Paisagismo que mais se desenvolve
na atualidade é a da Arborização
Urbana, também denominada por muitos autores
no exterior de “urban forestry”. Um dos
motivos principais do fato é o da crescente preocupação
mundial com as “mudanças climáticas”
e com o “aquecimento global”. Dessa forma
a Arborização Urbana, empregada tradicionalmente
no urbanismo e no desenho urbano como elemento ordenador
e embelezador das cidades, transforma-se rapidamente
em ferramenta de contrapartida ecológica no “seqüestro
de carbono”. Hoje a Arborização
Urbana é considerada como sistema infra-estrutural
no planejamento de cidades ou bairros novos, especialmente
nos países asiáticos e, portanto, ela
é pensada muito antes das torres de edifícios
serem levantados, compondo as novas paisagens antes
da chegada das novas edificações.
Na cidade de São Paulo, embora a preocupação
com o “verde“ urbano seja crescente, tanto
entre os políticos quanto entre cidadãos
comuns, ainda nos faltam medidas de planejamento e gestão
que nos levem a um avanço e uma atualização
sobre a questão da Arborização
Urbana. Mesmo assim, é bom ressaltar que, nas
duas últimas décadas, tem havido maiores
cuidados por parte da Prefeitura Municipal, pelo menos
no tocante à escolha das espécies vegetais
a serem empregadas nas calçadas paulistanas,
dando-se preferência às árvores
nativas do Brasil. Um exemplo desses pode ser visto
na figura acima, onde a arborização da
rua, localizada no tradicional Bairro de Pinheiros,
é formada por um renque de árvores da
espécie Cassia leptophylla Vog., cuja
descrição botânica consta do atual
“Boletim Planta do Mês” em nosso site.

|
Nome Científico:
Cassia leptophylla Vog.
Nome Popular: falso-barbatimão,
árvore-medalhão-de-ouro
Família: Leguminosae-caesalpinoideae
O
falso-barbatimão é uma árvore
de médio porte, podendo atingir até
10 metros de altura. É encontrado
nas florestas de pinhais nos Estados do
Paraná e Santa Catarina, constituindo-se
num belo espetáculo da natureza,
quando em flor. A planta floresce de novembro
a janeiro e a maturação dos
frutos ocorre de junho a julho.
Essa
árvore multiplica-se por sementes
e suas mudas, quando cuidadas em viveiro,
apresentam rápido crescimento, sendo
que em cerca de 9-12 meses atingem um porte
ideal para plantio em local definitivo,
isto é podem apresentar atura de
1,5 a 2,0m.
No
Paisagismo, a planta é muito apreciada
pela sombra que oferece no verão
e pelo deslumbrante aspecto de suas inflorescências
terminais em amarelo-dourado.
Bibliografia
ENCICLOPÉDIA
1001 PLANTAS E FLORES, São Paulo,
Editora Europa, 2000.
JOLY, Aylthon Brandão – Botânica
Introdução à Taxonomia
Vegetal. São Paulo, Companhia Editora
Nacional, 2002.
LORENZI, Harri; - Árvores Brasileiras:
Manual de identificação e
cultivo de plantas arbóreas nativas
do Brasil, V-1. Nova Odessa, SP: Instituto
Plantarum, 1992.
Livros
à venda no Espaço Cultural
OIKOS.
|
Visite
também os boletins anteriores:
Gostou
do Boletim?
Envie um e-mail com seu comentário,
sugestão ou crítica:
oikos@oikoscultural.com.br
|
|