Cursos e Palestras

Ano VII - N.º39 - janeiro a abril - 2008

 




Arborização Urbana em São Paulo


Uma das sub-áreas do Paisagismo que mais se desenvolve na atualidade é a da Arborização Urbana, também denominada por muitos autores no exterior de “urban forestry”. Um dos motivos principais do fato é o da crescente preocupação mundial com as “mudanças climáticas” e com o “aquecimento global”. Dessa forma a Arborização Urbana, empregada tradicionalmente no urbanismo e no desenho urbano como elemento ordenador e embelezador das cidades, transforma-se rapidamente em ferramenta de contrapartida ecológica no “seqüestro de carbono”. Hoje a Arborização Urbana é considerada como sistema infra-estrutural no planejamento de cidades ou bairros novos, especialmente nos países asiáticos e, portanto, ela é pensada muito antes das torres de edifícios serem levantados, compondo as novas paisagens antes da chegada das novas edificações.

Na cidade de São Paulo, embora a preocupação com o “verde“ urbano seja crescente, tanto entre os políticos quanto entre cidadãos comuns, ainda nos faltam medidas de planejamento e gestão que nos levem a um avanço e uma atualização sobre a questão da Arborização Urbana. Mesmo assim, é bom ressaltar que, nas duas últimas décadas, tem havido maiores cuidados por parte da Prefeitura Municipal, pelo menos no tocante à escolha das espécies vegetais a serem empregadas nas calçadas paulistanas, dando-se preferência às árvores nativas do Brasil. Um exemplo desses pode ser visto na figura acima, onde a arborização da rua, localizada no tradicional Bairro de Pinheiros, é formada por um renque de árvores da espécie Cassia leptophylla Vog., cuja descrição botânica consta do atual “Boletim Planta do Mês” em nosso site.

 


 
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Nome Científico: Cassia leptophylla Vog.
Nome Popular: falso-barbatimão, árvore-medalhão-de-ouro
Família: Leguminosae-caesalpinoideae

O falso-barbatimão é uma árvore de médio porte, podendo atingir até 10 metros de altura. É encontrado nas florestas de pinhais nos Estados do Paraná e Santa Catarina, constituindo-se num belo espetáculo da natureza, quando em flor. A planta floresce de novembro a janeiro e a maturação dos frutos ocorre de junho a julho.

Essa árvore multiplica-se por sementes e suas mudas, quando cuidadas em viveiro, apresentam rápido crescimento, sendo que em cerca de 9-12 meses atingem um porte ideal para plantio em local definitivo, isto é podem apresentar atura de 1,5 a 2,0m.

No Paisagismo, a planta é muito apreciada pela sombra que oferece no verão e pelo deslumbrante aspecto de suas inflorescências terminais em amarelo-dourado.

Bibliografia

ENCICLOPÉDIA 1001 PLANTAS E FLORES, São Paulo, Editora Europa, 2000.
JOLY, Aylthon Brandão – Botânica Introdução à Taxonomia Vegetal. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 2002.
LORENZI, Harri; - Árvores Brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil, V-1. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 1992.


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