O Parque dos Saltos
estende-se ao longo das margens do rio Jacaré-Pepira,
na cidade de Brotas, a noroeste do estado de São
Paulo, constituindo-se numa das maiores atrações
turísticas da cidade, graças às
belas cachoeiras e corredeiras que o rio apresenta
em seu trecho urbano. O leito e margem do rio é
formado por rochas basálticas fortemente esculpidas
pelas águas ao longo de milhões de anos,
criando cenários muito atrativos para o ecoturismo
e o turismo de aventura, que hoje são fontes
importantes de renda para a cidade de Brotas e toda
a região de “cuestas” do interior
paulista.
Na
área do parque, servindo de abrigo aos visitantes,
localiza-se um prédio de valor histórico
e arquitetônico da antiga usina hidroelétrica.
O parque é também cenário de
um campeonato anual de canoagem que atrai grande número
de turistas e amantes de esportes radicais.
A
vegetação do parque é composta
pela mata ciliar do rio Jacaré-Pepira, que
apresenta espécies como: barbatimão,
pau-santo, sucupira, jequitibá, faveiro, copaíba,
indaiá e diversas espécies de bambu
entre outras. Além de sua beleza paisagística,
o Parque dos Saltos constitui-se
numa grande atração aos visitantes por
ter como espinha dorsal um dos poucos rios de águas
limpas do estado de São Paulo.
Planejamento
Ambiental para a Cidade Sustentável
Autora: Profa. Dra. Maria de Assunção
Ribeiro Franco
Editora: Annablume
Nome
Científico: Tabebuia avellanedae
Lor. Ex Griseb.
Nome Popular: ipê-roxo, ipê-rosa,
pau-d’arco-roxo, piúva
Família: Bignoniaceae
Árvore de espetacular beleza quando em
flor, o ipê-roxo pode ser visto desde o
Maranhão até Mato Grosso do Sul,
São Paulo e em todos os estados do sul
do Brasil, do final de junho até o início
de agosto. É uma espécie típica
da floresta semidecídua da bacia do Paraná.
De altura que vai de 20 a 35 metros, sua copa
rosada, despida de folhagem, se destaca contra
o azul do céu na época seca do inverno
brasileiro, marcando de forma inconfundível
as bordas das fazendas e margem das rodovias do
interior do país. A sua forma de dispersão
na natureza é esparsa, porém os
usos humanos do território geralmente o
dispõem em alinhamentos ao longo de cercas,
caminhos ou no paisagismo rodoviário.
O ipê-roxo produz anualmente grande número
de sementes, amplamente disseminadas pelo vento.
A produção de mudas é rápido
uma vez que as sementes germinam entre 6-12 dias
e as mudas podem atingir 3,5 m em 2 anos. A árvore
é excelente para plantios em áreas
de preservação ambiental, na arborização
de ruas, parques e praças. Sua madeira
é pesada, resistente e própria para
obras externas e seu tronco e casca são
largamente empregadas em farmacologia e pela medicina
popular no combate a várias moléstias.
Bibliografia
ENCICLOPÉDIA
1001 PLANTAS E FLORES, São Paulo, Editora
Europa, 2000.
JOLY, Aylthon Brandão – Botânica
Introdução à Taxonomia Vegetal.
São Paulo, Companhia Editora Nacional,
2002.
LORENZI, Harri; Hermes Moreira de Souza –
Plantas Exóticas no Brasil: madeireiras,
ornamentais e aromáticas. Nova Odessa,
Instituto Plantarum, 2003.
LORENZI, Harri; - Árvores Brasileiras:
Manual de identificação e cultivo
de plantas arbóreas nativas do Brasil,
V-1. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 1992.
LORENZI, Harri; Francisco José de Abreu
Matos. Plantas Medicinais: nativas e exóticas
cultivadas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum,
2002.